Por que sentimos larica? Entenda a relação entre a maconha e a fome
Neste artigo, você vai descobrir:
-
Por que sentimos larica?
-
Quem descobriu a relação entre consumo de maconha e fome?
-
Se tem como evitar a larica?
-
Outras curiosidades sobre a larica.
Já ouviram falar da famosa “larica”, né? Muitos aqui provavelmente até já sentiram aquela fome insaciável depois de fumar um baseado. É fato que esse efeito é bem comum entre os consumidores de maconha, mas a questão é...
Por que sentimos larica?
A resposta vem do nosso sistema endocanabinoide, um sistema complexo que ajuda a manter o equilíbrio do corpo, regulando e controlando nossas emoções, aprendizado, memória, sono, dor e apetite. Ele é composto por receptores endocanabinoides que interagem com os canabinoides ligantes da erva no momento em que a consumimos. Sem esse sistema, a cannabis não teria efeito algum no nosso corpo. Mas onde entra a larica nisso tudo?
Como dito anteriormente, uma das funções que esse sistema regula é o apetite. Quando estamos de estômago vazio, os receptores avisam nosso cérebro de que precisamos comer através da liberação de um hormônio chamado grelina, o responsável pela sensação de fome. O mesmo ocorre também quando estamos de estômago cheio, já que esses receptores avisam que já estamos saciados. E qual a relação disso com a maconha?
Os canabinoides presentes na maconha vão agir exatamente neste ponto, afetando os receptores de apetite no cérebro e estimulando a liberação de hormônios que aumentam a fome. Ou seja, mesmo de estômago cheio, o seu corpo não entende que já está satisfeito e passa a sentir ainda mais fome.
Somado a isso, a maconha pode afetar o sistema de recompensa do cérebro, aumentando nossa sensibilidade a sabores e aromas, tornando os alimentos mais atrativos e prazerosos de comer. Isso deve-se principalmente à liberação da dopamina, neurotransmissor que aumenta o nosso prazer não só de comer, mas também em outras atividades prazerosas.
Desta forma, todos esses efeitos juntos acabam praticamente convencendo nosso cérebro de que estamos famintos.
Por isso, medicinalmente, a maconha pode ser utilizada em pessoas que têm dificuldade para comer ou possuem outros transtornos alimentares. Este é só mais um dos benefícios que a planta traz para a nossa sociedade.
Quem descobriu a relação entre consumo de maconha e fome?
Essas informações ainda são recentes. Tudo o que sabemos sobre a larica vem de um estudo feito em 2014, no qual cientistas usaram camundongos para explicar os efeitos do THC, devido à semelhança do nosso Sistema Nervoso com o deles.
Eles usaram dois grupos de camundongos: em um deles foi injetado THC isolado e, no outro, não. Foram dados aos dois grupos bananas e óleos de amêndoa para ver de que forma cada um reagia.
É de se imaginar o que aconteceu, certo? O grupo de camundongos que estava sob efeito do THC demonstrou um interesse muito maior nas bananas e nos óleos do que o outro grupo. Eles aparentavam sentir muito mais o cheiro daquela comida do que os outros. De fato, estavam com uma sensibilidade olfativa muito maior, o que os levou a sentirem mais vontade de comer.
Tem como evitar a Larica?
É difícil, mas existem algumas dicas para diminuir essa fome que se origina do consumo da maconha:
-
Fume depois de comer: é uma prática interessante para exercitar e ensinar o seu cérebro sobre a saciedade.
-
Mantenha-se ocupado: faça outras atividades e se distraia, evitando pensar muito no que comer.
-
Escolha bem a sua flor: prefira fumar strains (cepas) com menos THC, diminuindo a potência da larica.
Outras curiosidades sobre a Larica
Um fator interessante é que a intensidade da larica pode variar de acordo com a quantidade de THC presente na erva que consumimos. Existem ervas e extratos que podem variar quanto à concentração de THC entre 20% e 80%. E quanto maior este nível, mais forte será a larica.
Agora que você já sabe um pouco mais sobre a relação entre a maconha e a larica, fique ligado também nas outras curiosidades em nosso Blog. Toda semana estamos postando conteúdo novo por aqui!
⚠️ Papo reto: A gente curte trocar ideia e trazer informação, mas vale ressaltar que este texto não tem a intenção de incentivar ou fazer apologia ao uso de maconha ou qualquer outra substância. Nosso objetivo aqui é 100% voltado para a conscientização, acesso à informação e redução de danos. Conhecer o próprio corpo e os efeitos do que consumimos é o melhor caminho. Informação é poder, família!


